Alguém para assoprar o pavio
E cessar de arder!
Chama ruim, que me chama
Me inflama
E eu pensando em morrer
De tédio, de solidão...
Na ausência, o meu próprio" não" me consola!
Porque tenho habitado o mundo assim...
Pelas beiradas
Sem fotografias guardadas
Sem decorar os conceitos que me ensinaram na escola!
Um passo pelo pé no chão e só!
Nada além de terra!
Nada além de areia!
Nada!
Essa palavra estranha
Que tudo define
Mora em mim!
Nada!
Fio de vida enroscado em qualquer teia
Nada!
Não há o que tecer...
Nada!
Recolho minhas migalhas
Enquanto o mundo me assiste comendo pipoca!
Vou juntando os restinhos... as sobrinhas...
Colocando em potinhos vazios cheios de...
Nada não!
Sinto uma vontade tão grande de ir embora, sabia?
Um ranger de dentes assombroso ecoando no que tenho de mais profundo...
Arrastando correntes...
Bem onde antes, a menina dançava...
Agora... Nada!
Grito!
Grito de gente mesmo
Como se fosse bicho!
Um grito!
Gritar é sonorizar o desespero!
É emprestar a voz ao peito doente de dor...
Passou diante dos meus olhos
Em vôo razante alguma especie de cor escura...
Tinha cheiro...
E fazia um som estridente...
Foi um grito! Meu grito!
Mas não se preocupem
Não é nada não...
Apenas um gemido alto e descontente!
Cheira tudo que se move ... Olha tudo que perfuma... E come tudo que sente! Sem digerir nada! Bebe litros de culpa, e depois... Vomita! Até livrar-se por completo do mal estar! Amaranta já encontrou o seu lugar no mundo, e o seu lugar em si mesma, que é fora de si!
terça-feira, 28 de junho de 2011
O dia em que proibiram poesias de amor e morte ao um jovem poeta
Disseram que um poeta jovem não pode falar de amor e morte!
Porque são coisas de fino corte, que corações de moço desconhecem...
Pois eu digo que não prevalecem
Poemas escritos por mera idade
Se não houver verdade tatuada nos olhos de cada palavra!
-A morte é macabra!
Disse um jovem ao cruzar a rua!
Mas ao chegar em casa
Sua carne toda nua
Sentiu desejo de morrer!
Não era uma questão de crescer!
Era dor latente!
Daquelas que toda gente sofrida
Deveras sente!
Quando a alma passa a doer!
Por isso insisto em escrever sobre o tema que eu quiser!
Não venha me dizer que não sei da morte ou do amor
Porque sou mulher, e já morri em minha dor
E meu amor era além-mar!
Feito barquinho entregue às ondas
Correndo riscos de naufragar!
E já amanheci em pedaços na areia...
Morrendo de frio!
E por dentro
Amor que incendeia.
De casaco de lã, a mero fio...
Mas que aquece!
Então não menospreze minha pouca idade...
Se tudo que eu vivo é com intensidade!
Permito-me a audácia de um poema
Para que minha alma ainda pequena
Possa ir registrando o seu crescer!
Já desejei e não tive!
Já tive e perdi!
Porque são coisas de fino corte, que corações de moço desconhecem...
Pois eu digo que não prevalecem
Poemas escritos por mera idade
Se não houver verdade tatuada nos olhos de cada palavra!
-A morte é macabra!
Disse um jovem ao cruzar a rua!
Mas ao chegar em casa
Sua carne toda nua
Sentiu desejo de morrer!
Não era uma questão de crescer!
Era dor latente!
Daquelas que toda gente sofrida
Deveras sente!
Quando a alma passa a doer!
Por isso insisto em escrever sobre o tema que eu quiser!
Não venha me dizer que não sei da morte ou do amor
Porque sou mulher, e já morri em minha dor
E meu amor era além-mar!
Feito barquinho entregue às ondas
Correndo riscos de naufragar!
E já amanheci em pedaços na areia...
Morrendo de frio!
E por dentro
Amor que incendeia.
De casaco de lã, a mero fio...
Mas que aquece!
Então não menospreze minha pouca idade...
Se tudo que eu vivo é com intensidade!
Permito-me a audácia de um poema
Para que minha alma ainda pequena
Possa ir registrando o seu crescer!
Já desejei e não tive!
Já tive e perdi!
O quereres
Já não me prendo aos ruídos...
Ecos gritantes estilhaçadores de vidraças!
Quero o fino da seda no ato de escutar...
Som de passarinho sim!
Não quero mais dar ouvidos
As minhas próprias palavras sem pés
Que saem se arrastando pela minha alma
Querendo que eu as acompanhe rasteira...
Porquê meu Deus, é tão normal pra mim ser cruel assim comigo mesma?
Será que não há beleza em minha vista?
Minha rigidez é natural das pedras
Que não rolam com facilidade
E não são maleáveis pelo tempo!
Enveneno mesmo o pesamento!
Espécie de vício hostil
Que conservo por força do hábito
Criado por me amar de menos
Sentir menor!
Tenha dó!
Que não quero mais sentir pena de mim!
O que eu quiser eu posso sim
É só querer!
-Tá bem!
Eu quero!
Eu quero!
Eu quero!
Ainda quero...
Querendo muito...
( Já correndo! Sebo nas canelas! )
Quero...
Quero...
Quero...
( Arfante )
E ainda continuo querendo...
E agora, sua besta, vai querer o quê mesmo?!
Melhor querer nada não!
Ecos gritantes estilhaçadores de vidraças!
Quero o fino da seda no ato de escutar...
Som de passarinho sim!
Não quero mais dar ouvidos
As minhas próprias palavras sem pés
Que saem se arrastando pela minha alma
Querendo que eu as acompanhe rasteira...
Porquê meu Deus, é tão normal pra mim ser cruel assim comigo mesma?
Será que não há beleza em minha vista?
Minha rigidez é natural das pedras
Que não rolam com facilidade
E não são maleáveis pelo tempo!
Enveneno mesmo o pesamento!
Espécie de vício hostil
Que conservo por força do hábito
Criado por me amar de menos
Sentir menor!
Tenha dó!
Que não quero mais sentir pena de mim!
O que eu quiser eu posso sim
É só querer!
-Tá bem!
Eu quero!
Eu quero!
Eu quero!
Ainda quero...
Querendo muito...
( Já correndo! Sebo nas canelas! )
Quero...
Quero...
Quero...
( Arfante )
E ainda continuo querendo...
E agora, sua besta, vai querer o quê mesmo?!
Melhor querer nada não!
Xilocaína
Se eu tenho medo da dor?
Eu tenho medo é do No Sense!
Esse ir e vir sem derreter os olhos nas paisagens.
Congelando forte
Pedra de gelo!
Fino corte...
Sem pele sem pelo!
Ausência de significância do toque
Caminhando na capa
Que nos veste!
Peste!
Me deixa carregar meu saco de ossos
Que é mais que platina!
É ousadia típica
De mulher sempre menina!
Não existe dor pra mim...
Experiência se fosse remédio
Seria um genérico da xilocaína!
Eu tenho medo é do No Sense!
Esse ir e vir sem derreter os olhos nas paisagens.
Congelando forte
Pedra de gelo!
Fino corte...
Sem pele sem pelo!
Ausência de significância do toque
Caminhando na capa
Que nos veste!
Peste!
Me deixa carregar meu saco de ossos
Que é mais que platina!
É ousadia típica
De mulher sempre menina!
Não existe dor pra mim...
Experiência se fosse remédio
Seria um genérico da xilocaína!
A roda
Roda leve
Reles roda!
Que se rodares reles
Rola o riso rio afora!
Roda reles, roda agora!
Roda reles!
Leve a roda...
E roda!
Que se reles a roda rodar
De leve, o ruim vai rolar
Com sua roda de um mal de outrora
Rumo e roda a morrer na aurora!
Roda reles, roda leve!
Roda sim!
Na remoer do tempo
Quem dira a roda é o vento
Que seja bom tempo
E bom vento
A me rodar assim!
Reles roda!
Que se rodares reles
Rola o riso rio afora!
Roda reles, roda agora!
Roda reles!
Leve a roda...
E roda!
Que se reles a roda rodar
De leve, o ruim vai rolar
Com sua roda de um mal de outrora
Rumo e roda a morrer na aurora!
Roda reles, roda leve!
Roda sim!
Na remoer do tempo
Quem dira a roda é o vento
Que seja bom tempo
E bom vento
A me rodar assim!
Sendo ou Ser? Eis a questão!
Eu quero ser livre ser
De beleza avulsa sem culpa!
Rua de mão única
Depois pista dupla
Ou cruzamento!
Tenho o meu encantamento próprio
De irridiar" eus" ao vento
E permitir vida soprar!
E só meu querer há de fazer mudar
O que for de mim
O que eu nem sei se sim
Ou se não, talvez!
- Romantico, bandido, burguês!
O que importa é viver sendo o que eu quiser
Ser simplesmente o que se é
Para mim é pouco demais
É para os muitos iguais
E só!
De beleza avulsa sem culpa!
Rua de mão única
Depois pista dupla
Ou cruzamento!
Tenho o meu encantamento próprio
De irridiar" eus" ao vento
E permitir vida soprar!
E só meu querer há de fazer mudar
O que for de mim
O que eu nem sei se sim
Ou se não, talvez!
- Romantico, bandido, burguês!
O que importa é viver sendo o que eu quiser
Ser simplesmente o que se é
Para mim é pouco demais
É para os muitos iguais
E só!
segunda-feira, 7 de março de 2011
Deus
Cuida de mim!
Pétala caída de flor avulsa
Que é sensível demais!
Olha com teus olhos de fogo
E incendeia o mal que há em mim
E que desconheço!
Porque teu fogo se faz rio
E passa através da minha carne que é de vidro!
Orna-me com teus braços
Que te permito um toque que é leve!
E preciso tanto de ti
Que quase morro quando não te sinto por perto!
Perdoa-me porque não sou Deus!
Apenas humana!
Limpa-me!
Renova-me!
E escreve meu nome com amor!
E escreve esse amor em mim
Porque sei que nesse mundo de sal
És a única coisa que não tem fim!
Deus!
Palavra sozinha que se cria por conta própria!
( E grande demais para atribuir um significado a sua altura )
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